A caminho de Marvão podemos andar por caminhos ensombrados, castanheiras e muito verde, e somente interrompidos pelas paredes rochosas vertical do monte rematado pela alongada silhueta das fortificações – é Marvão, serra e vila. Acredita que a vila tenha origem moura que seu fundador, ou repovoador, Marvam, senhor de Coimbra, dera o nome de Marvão 55 anos depois de seus irmãos de raça e religião, invasores da Península, terem feito memorável mortandade entre a pobre gente cristãs destes sítios. D. Afonso Henriques foi o responsável pelo fim do domínio muçulmano em Marvão e D Dinis fortificou melhor e mais amplamente o seu castelo, que ocupava uma posição estrategicamente fundamental para a defesa da fronteira e como também para o domínio do vale do Sever. Quando estamos em Marvão temos a certeza que estamos num ponto muito alto que podemos ver as costas dos pássaros a voar. E não cansamos de apreciar a sua vasta paisagem. ...
Linhas de redutos munidos de peças de artilharia, que submetiam a fogo de flanco todas as estradas e desfiladeiros de aproximação do inimigo. Construção de estradas militares que ligavam as fortificações entre si, permitindo uma rápida deslocação das tropas, no interior das linhas, e conferindo uma grande flexibilidade ao sistema. Introdução de um sistema de comunicações telegráficas, adaptado do da marinha, que permitia transmitir rapidamente mensagens entre as duas primeiras linhas, tendo sido criadas 9 estações telegráficas nos seus pontos mais altos. Construção das fortificações em segredo absoluto, um dos aspectos mais extraordinários do projecto. Nem Massena, nem o governo francês, inacreditavelmente, tinham conhecimento destas fortificações. Mas também o governo britânico, a quase totalidade dos oficiais do estado-maior do exército inglês e o ministro britânico em Lisboa, desconheciam a sua existência. Associação de uma política de terra queimada e de desert...
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